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Ouvido & Audição

Zumbido no ouvido: causas, quando se preocupar e como é o tratamento

O que causa o zumbido (tinnitus), quando ele é sinal de alerta e como o otorrino investiga e trata — com avaliação e audiometria na Região Serrana, em Itaipava.

Dr. Denis Rangel Melo 8 min de leitura
Resumo Os pontos principais antes de ler tudo.
  • Zumbido é um sintoma, não uma doença — quase sempre tem uma causa investigável (audição, cera, pressão, ATM, alguns remédios).
  • Sinais de alerta: zumbido só de um lado, pulsátil, ou junto de perda auditiva súbita e tontura — procure avaliação sem demora.
  • A investigação começa com consulta + audiometria; quando preciso, exames de audição avançada como o BERA.
  • Tem tratamento: da causa de base à terapia sonora e à reabilitação com fonoaudiologia.

Aquele apito, chiado, cigarra ou zunido que você ouve sem que exista um som por perto tem nome: zumbido, ou tinnitus. É muito comum — estima-se que afete cerca de 1 em cada 7 adultos em algum momento — e raramente significa algo grave. Mas o zumbido é sempre um recado do corpo, e entender a origem dele é o primeiro passo para reduzir o incômodo.

Este guia explica o que é o zumbido, as causas mais frequentes, os sinais que pedem avaliação sem demora e como é a investigação e o tratamento em otorrinolaringologia.

O que é o zumbido

Zumbido é a percepção de um som sem uma fonte externa que o produza. Ele pode ser contínuo ou intermitente, agudo ou grave, num ouvido só ou nos dois. Não é uma doença em si — é um sintoma, como a febre. Por isso a pergunta certa nunca é só "como calar o zumbido", e sim "o que o meu corpo está sinalizando com ele".

Na imensa maioria das vezes o zumbido é subjetivo (só você o escuta). Numa minoria dos casos ele é pulsátil — acompanha o batimento do coração — e merece atenção especial, porque pode ter relação com o fluxo de sangue na região.

As causas mais comuns

O zumbido pode nascer em qualquer ponto do caminho da audição, do canal do ouvido ao cérebro. Entre as causas mais frequentes:

  • Perda auditiva — relacionada à idade ou à exposição a ruído. É a associação mais comum.
  • Excesso de cera (rolha de cerume) — uma causa simples e totalmente reversível.
  • Exposição a som alto — shows, fones em volume alto, ambiente de trabalho ruidoso.
  • Alterações de pressão e do labirinto — quadros de tontura e vertigem podem vir com zumbido.
  • Problemas da articulação da mandíbula (ATM) e tensão muscular cervical.
  • Alguns medicamentos (efeito conhecido como ototóxico) e fatores como pressão alta, estresse e privação de sono, que tendem a intensificar a percepção.

Quando o zumbido é sinal de alerta

A maior parte dos zumbidos é benigna, mas alguns sinais pedem avaliação sem demora:

  • Zumbido em apenas um ouvido que não melhora;
  • Zumbido pulsátil, no ritmo do coração;
  • Surgimento súbito, junto de queda de audição (a perda auditiva súbita é uma urgência);
  • Zumbido acompanhado de tontura, vertigem ou alteração do equilíbrio;
  • Impacto importante no sono, na concentração ou no humor.

Importante: perda de audição que aparece de repente, em horas ou poucos dias, deve ser avaliada o quanto antes — o tempo influencia o resultado do tratamento.

Como o otorrino investiga

A investigação começa por uma conversa detalhada (quando começou, como é o som, o que melhora ou piora) e pelo exame dos ouvidos. A partir daí, o exame que quase sempre entra é a audiometria, que mede a audição e revela perdas que muitas vezes passam despercebidas. Quando é preciso ir além, exames de audição avançada como o BERA ajudam a localizar a origem do problema.

Na OtoSerrana esses exames são feitos no próprio consultório — você pode ver os recursos de diagnóstico disponíveis na clínica. Quando o zumbido vem junto de queda de audição, vale entender melhor o tema em perda auditiva: do diagnóstico ao implante coclear.

O que funciona no tratamento

Não existe uma "pílula do zumbido", mas existe, sim, tratamento — e ele começa pela causa:

  • Tratar a causa de base: remover cera, controlar pressão, ajustar medicamento, tratar a ATM. Em muitos casos, isso resolve.
  • Terapia sonora e reabilitação auditiva: quando há perda de audição associada, o uso de aparelho auditivo frequentemente reduz o zumbido, porque o cérebro volta a receber os sons do ambiente.
  • Terapia de retreinamento (TRT) e acompanhamento com fonoaudiologia, que ajudam o cérebro a "deixar de prestar atenção" no som.
  • Cuidar do sono, do estresse e da ansiedade, que funcionam como amplificadores da percepção.

Diretrizes internacionais reforçam que terapia sonora e abordagens comportamentais são os caminhos com melhor evidência para o zumbido crônico, e que não há suplemento ou remédio com eficácia comprovada como tratamento isolado.

Hábitos que ajudam no dia a dia

  • Evite o silêncio absoluto — um som ambiente suave (ventilador, música baixa) reduz o contraste e o incômodo.
  • Proteja os ouvidos de som alto e modere o volume dos fones.
  • Cuide do sono e reduza cafeína à noite se perceber piora.
  • Não use cotonete nem tente remover cera em casa — pode empurrar e piorar.

Dúvidas frequentes

Zumbido no ouvido tem cura?

Depende da causa. Causas tratáveis (cera, infecção, pressão, medicamento) costumam resolver o zumbido. No zumbido crônico sem causa reversível, o tratamento reduz bastante o incômodo na maioria das pessoas.

Zumbido significa que estou ficando surdo?

Nem sempre, mas é comum aparecer junto de algum grau de perda auditiva — por isso a audiometria faz parte da avaliação.

Estresse piora o zumbido?

Sim. Estresse, ansiedade e noites mal dormidas aumentam a percepção do zumbido, mesmo quando a causa é outra.

Referências

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

OtoSerrana · Itaipava

Zumbido, perda auditiva, labirintite, tontura e implante coclear.

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Foto de Dr. Denis Rangel Melo

Escrito por

Dr. Denis Rangel Melo

Otorrinolaringologista

Cuidado em otorrinolaringologia com dedicação especial à audição — do diagnóstico preciso ao tratamento, incluindo surdez e cirurgia de implante coclear, para adultos e crianças.

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